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Blog da ABEC

Projeto Semestral “Minerais e Pedras Preciosas do Brasil”

22.9.2017

 

O Brasil é considerado um país muito rico em minerais e pedras preciosas. Durante o ano letivo anterior, a professora Lorié Steiner percebeu um certo interesse dos alunos por minerais e pedras preciosas do Brasil e resolveu desenvolver um projeto semestral sobre esse tema.

 

O projeto facilitou o trabalho interdisciplinar, proporcionou a aprendizagem nas áreas de história, geografia, ciências e artes, mas o objetivo principal foi aprender a língua portuguesa ao desenvolver as competências ouvir, falar, ler e escrever, além de motivar e incentivar os alunos a aprenderem o português de forma significativa, com o apoio e a participação dos pais. Antes de achar ou encontrar o “caminho das pedras”, os alunos navegaram um pouco pela história do Brasil, em busca de metais preciosos e especiarias.

 

 

Ao longo do desenvolvimento do projeto, a professora trabalhou com desenvoltura, de forma simples e resumida um pouco da história do Brasil colônia, desde a exploração do pau-brasil e o cultivo da cana-de-açúcar, até chegar aos ciclos da mineração e do ouro. Através da rota do ouro, foram encontrando o caminho das pedras preciosas, tais como o diamante, a esmeralda, a turmalina... Os alunos conheceram um pouco da Estrada Real, o caminho mais famoso do Brasil colônia por causa do transporte do ouro e do diamante. E assim, viajaram virtualmente pelas cidades históricas de Minas Gerais, tais como Ouro Preto, Mariana, Diamantina... através de mapas, livros, revistas, vídeos, fotos e imagens da Internet. Adquiriram noção do difícil trabalho dos garimpeiros na extração de minérios no Brasil e sobre alguns impactos ambientais.

 

Com a orientação da professora, facilitadora da aprendizagem dos alunos, foram realizadas atividades diversificadas, como a leitura e interpretação de textos, caça-palavras, desenhos, construção de linha do tempo contendo alguns registros da história do Brasil colônia, dando ênfase ao ciclo da mineração e nomes das pedras. A gramática foi trabalhada de forma contextualizada por meio de ditado, formação de palavras e frases, uso de sinais de pontuação, acentuação, verbos, artigos, substantivos e adjetivos. O ambiente harmonioso e criativo favoreceu o “aprender a aprender”. A avaliação aconteceu de forma contínua com comentários, apresentações, produções, trabalhos em dupla e em grupos, além da confecção do portfólio individual do aluno para uma análise constante do processo de ensino.

 

Os pontos culminantes do projeto foram duas visitas com o objetivo de contextualizar o tema “Minerais e pedras preciosas do Brasil”. A primeira foi ao Naturhistorisches Museum Basel no dia 23 de novembro de 2016, quando os alunos viram de perto alguns minerais e pedras preciosas extraídas na Suíça, que também são encontrados no Brasil.

 

 

A segunda visita foi a uma grande exposição de minerais “Basler Mineralientage” no dia 04 de dezembro de 2016, onde as crianças se divertiram e conheceram de perto muitos minerais e pedras preciosas de diversos lugares do mundo, mas as pedras do Brasil foram destacadas!

Os alunos tiveram a oportunidade de conversar em português e de forma espontânea, com alguns expositores sobre as pedras (nome, origem, cor, brilho, forma, textura e curiosidades...) Todos ficaram encantados com a beleza das pedras. Os alunos ganharam pequenos brindes da equipe organizadora da exposição, de alguns expositores e também da professora Lorié. As visitas realizadas tiveram a participação especial da Natália Mondelli (professora substituta) e de alguns pais.

 

 

Em sala de aula houve uma animada roda de conversa sobre a visita. No final do semestre, um álbum de fotos do projeto foi feito pela professora Lorié Steiner. E com a colaboração dos pais, cada criança recebeu como lembrança o álbum e gostaram muito! A professora percebeu a auto-estima das mães ao ver que os seus filhos estão aprendendo a sua língua materna, a língua portuguesa. Isso é muito importante, além de gratificante!

 

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” Paulo Freire